30 de jun. de 2006

Diretor de Nove Rainhas morre no Brasil

da Folha Online: “O cineasta argentino Fabián Bielinsky, 47, diretor de Nove Rainhas (2000), morreu ontem (28) à noite no quarto de um hotel na capital paulista. Ele sofreu um ataque cardíaco. O diretor estava no Brasil escolhendo atores para atuar em comerciais. De acordo com a embaixada argentina no Brasil, Bielinsky havia se hospedado no hotel Marriot. Ele estava sozinho no quarto, que estava trancado por dentro. Os funcionários do estabelecimento tiveram de arrombar a porta do quarto.”

Fiquei chateado. Se ele morreu por um enfarto natural ou por conseqüências de (sei lá se era usuário ou não) de uso contínuo de drogas, o problema foi dele. É que as circunstâncias me pareceram estranhas. Me lembrou (ainda que não tenha absolutamente nada a ver) a morte também precoce de Ted Demme (1963-2002 – causa mortis: accidental cocaine induced thrombotic heart attack).
Pena que o azar acaba sendo de todos nós, que perdemos a oportunidade de conferir novos filmes desse talentoso e até então promissor cineasta argentino.
Seu filme de estréia, Nove Rainhas (), coloco entre minhas comédias favoritas. Acho impagável as artimanhas, a malemolencia e a malandragem de Ricardo Darin e seu comparsa, que lembram e muito a ginga e safadeza brasileiras.
Infelizmente difícil de achar em DVD por aqui, foi lançado muito mal pela Buena Vista. Mas vale garimpar e assisti-lo. Mais do que divertido, é prazeroso!
Fica aqui então, o registro da morte de Fabián Bielinsky (1959-2006).

Ps. Não assistam, sob hipótese alguma, a refilmagem americana Criminal (2004), com Diego Luna, John C. Reilly e Maggie Gyllenhaal. Além de extremamente infeliz e completamente sem graça, ainda irá estragar a surpresa do desfecho final (caso você realmente esteja a fim de ver o original argentino).

Eragon (poster)



Apareceu por aí um pôster do Eragon. O filme será uma adaptação de livro homônimo, que teve um certo hype ano passado porque foi escrito por um moleque de 17 anos. Blah. Adivinha se não o tacharam de gênio e coisas do tipo?!
Mas como já tinha sido comprado para virar filme, tratei de comprar o livro na primeira promoção que apareceu, no natal do ano passado. Adivinha se já li o livro? Claro que não! Nem tá aqui em casa, tá emprestado. Mas quando tiver chegando perto da data do filme (o que vai demorar um pouco), aí eu leio!
Pra quem nunca viu mais gordo, Eragon é uma mescla de Harry Potter com Senhor dos Anéis e todos os outros congêneres que beberam nas mesmas fontes.
E.... adivinha quantos livros/filmes serão? Claro, uma “trilogia de três”!
Não sei não.... adoro Jeremy Irons... mas por um momento essa imagem me fez lembrar da catástrofe Dungeons & Dragons. Não gosto de ficar bancando Mãe Dinah... mesmo porque já errei uma pá de vezes. Portanto.... aguardemos!

X-Men III – O Confronto Final


Da série “Antes tarde do que nunca” – parte 3

Há quem prefira este ao primeiro (não é o meu caso). Mas em relação ao anterior, o segundo da série, todos são unânimes em concordar que realmente foi o melhor da trilogia. O que não significa que este X-Men III – O Confronto Final seja ruim. Muito pelo contrário. O filme é extremamente movimentado, com uma profusão de novos mutantes, novos poderes e novos dilemas.
Só achei que poderia ter sido um pouquinho mais incisivo na questão da tal cura, do ser diferente. Como sempre, a saga dos mutantes aborda problemas comuns também aos seres-humanos, e através dessas parábolas, abre a mente da galera que desde cedo tem o hábito de ler gibis (ou mesmo assistir aos desenhos da turma), falando sobre o preconceito racial. Ou seja, na parte dramática o filme não é tão competente quanto os anteriores. Faltou desenvolver melhor algumas sub-tramas, para que nos identificássemos mais com os personagens.
Os efeitos visuais são corretos, a devastação na trama é geral, não poupando nem mesmo alguns dos personagens mais importantes do grupo. Mas... como tudo se resume a “dinheiro”, não poderiam acabar com a galinha dos ovos de ouro. Por isso, deixaram uma pontinha aberta nos créditos finais, para que tenham total liberdade de produzirem um quarto filme, além dos tão falados spin-offs de Wolverine e Magneto. “O Confronto Final” do título é meramente mercadológico.
Gostei também da inclusão da (então ausente) Sala de Perigo – numa solução simples e eficiente (e bem bolada) – assim como para a aparição dos Sentinelas. O que nos faz perceber que poderiam muito bem ter sido incluídos nos filmes anteriores.
Mutantes que tiveram apenas uma tímida menção no segundo filme da série, agora ganham maior participação, além é claro, da inclusão de novos membros como Fera, Anjo e Fanático (Juggernaut). Pelo pouco que conheço de X-Men, o único famosão que ainda fica faltando é o Gambit.
Para o público geral, ou seja, os não fãs de quadrinhos, vale sim uma conferida, apesar dos pesares. O filme é movimentado, com um ótimo começo e fim. Ele apenas derrapa no meio. E em algumas curvas. Ainda assim, está bem acima de muita adaptação de quadrinhos e filmes de super-heróis.

17 de jun. de 2006

Quem tem medo de Dakota Fanning?

Você pode não estar ligando o nome à pessoa, mas certamente já viu esse rostinho em algum filme recente. Parece que Hollywood não tem outra atriz infantil. E não precisa ser nem em papel feminino. Se o protagonista da história for um garoto, muda-se todo o roteiro (como foi o caso de Dreamer, baseado em história real). Afinal, ela é a estrela da vez.
Parece mentira, mas desde que Dakota estreou nos cinemas, em 2001, seus filmes tiveram (somados) bilheterias maiores do que produções de Julia Roberts, Sandra Bullock e Nicole Kidman no mesmo período.
Aos doze anos de idade, a atriz infantil já tem currículo suficiente para receber um prêmio pelo “conjunto da obra”! Veja só. Até o final de 2005, Dakota estrelou três grandes filmes no ano (Guerra dos Mundos, O Amigo Oculto e – ainda a estrear aqui no Brasil, em outubro, Dreamer: Inspired by a True Story). Isso sem contarmos uma fita independente menor dela, Nine Lives.
Já atuou com Tom Cruise, Robert De Niro, Sean Penn, Michelle Pfeiffer e Denzel Washington. Kurt Russel chegou afirmar que era a melhor atriz com quem já havia trabalhado em toda a carreira. Mais até do que Meryl Streep.
Pode ser um exagero, mas mostra parte do prestígio que a garota prodígio tem em Hollywood.
Há quem diga que ela parece um adulto em corpo de criança, que não cresce nunca, e os que têm medo dela (é, isso mesmo, existe uma comunidade no Orkut com esse nome, além de outras 30 de fãs dela).
Havia rumores até para que ela fosse indicada ao Oscar em 2006 por sua atuação em Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg. Pra quem foi a atriz mais nova a ser indicada ao prêmio do Sindicato dos Atores (SAG), até que não é de se espantar.
Agora para 2006, Dakota já finalizou as filmagens de mais um provável sucesso de bilheteria: a adaptação para o cinema do livro infantil “Charlotte's Web”, de E.B. White (conhecido no Brasil em desenho animado, como A Menina e o Porquinho). E tem mais – há algum tempo fala-se no nome dela para uma tão esperada versão de Alice no País das Maravilhas.
Em entrevista a Entertainment Weekly, seu agente revela que já estuda papéis para quando ela tiver 16, 17 anos. Mesmo que o futuro de atores infantis recentes não tenha sido tão promissor (vide exemplos recentes como Macaulay Culkin de Esqueceram de Mim e Haley Joel Osment, de O Sexto Sentido).
Talvez esse não seja o caso de Dakota, que demonstra talento para ir muito adiante (apesar de alguns de seus papéis, com falas e comportamento de adulto). Mas caso ela resolva realmente se afastar para cursar a universidade de Yale, como deseja, sua irmã mais nova já está pronta para assumir a vaga. Elle Fanning, hoje com sete anos de idade, que em 2006 estará ao lado de Brad Pitt em Babel.

Filmografia: 2001: Gatos Numa Roubada (Tomcats); Uma Lição de Amor (I Am Sam). 2002: Encurralada (Trapped); Doce Lar (Sweet Home Alabama); Taken (série de TV); Hansel & Gretel (João e Maria – tradução literal). 2003: Grande Menina, Pequena Mulher (Uptown Girls); O Gato (Dr. Seuss' The Cat in the Hat). 2004: Chamas da Vingança (Man on Fire). 2005: Nine Lives (9 Vidas – tradução literal); O Amigo Oculto (Hide and Seek); Guerra dos Mundos (War of the Worlds); Dreamer: Inspired by a True Story (estréia em Outubro aqui no Brasil); Lilo & Stitch 2 (dublando a Lilo). 2006: Charlotte's Web (A Teia de Charlotte); Hounddog. 2007: Coraline (animação); The Secret Life of Bees (ainda em pré-produção).
Ps. Este texto foi feito para algum projeto da faculdade.... por isso o tom mais sério!

14 de jun. de 2006

Todo Mundo em Pânico 4

Da série “Antes tarde do que nunca” – parte 2.

Não lembro muito do 1 e do 2. Mas sei que dei algumas risadas, ainda que fossem cheios de piadinhas de gosto discutível à la irmãos Wayans. Já o terceiro lembro-me bastante e sei também que foi o melhor da série. Melhor inclusive que este quarto, que padece de um problema recorrente em comédias fracas: as boas piadas estão todas no trailer.
Além do mais, o filme é todo feito em cima de referências e citações a outros filmes e a cultura pop em geral. Portanto, terá ainda menos graça para quem não assistiu ou estiver por dentro de todos os eventos satirizados neste quarto Scary Movie. Como por exemplo, o início com Jogos Mortais, em que as vítimas são o astro do basketball Shaquille O'Neal e Dr. Phil, um psicólogo de araque famoso na tv americana. Quem aqui no Brasil conhece esse tal de Dr Phil? Certamente muito poucos.
E quem viu a papagaiada que Tom Cruise fez no programa da Oprah Winfrey, lembrada aqui ao final? Mesmo tendo sido exibido também no Brasil, na GNT (como lembrou o amigo Rafael "Cláudio" Leite), pouquíssima gente deve ter visto. Ou seja, grande parte da graça acaba indo para o ralo, para o público em geral.
Até a protagonista Anna Faris tem pouco o que fazer. Leslie Nielsen, que fica completamente nu, aos 80 anos, também não tem chance de puxar maiores risos.
Do pouco que ainda resta na minha memória de Todo Mundo em Pânico 4, destaco a gozação em cima de Menina de Ouro, o vilão de Jogos Mortais; o garotinho japa de O Grito, e as brincadeiras homossexuais com O Segredo de Brokeback Mountain. Mas é muito pouco para míseros 83 minutos de duração da fita.
Mesmo que você leve uma amiga Lhoooooca que ria o tempo todo, dos créditos iniciais aos créditos finais. Nem isso adianta.

7 de jun. de 2006

O Código Da Vinci

Da série “Antes tarde do que nunca” – parte 1.

Ainda que em versão reduzida, aqui vai a minha crítica do Código da Vinci.

– A Bíblia não chegou por fax do céu. A Bíblia é um produto do homem, não de Deus. Não caiu magicamente das nuvens. O homem a criou como relato histórico de uma época conturbada, e ela se desenvolveu através de incontáveis traduções, acréscimos e revisões. A história jamais teve uma versão definitiva do livro.

Quer um conselho? De verdade? Se você teve o dom de não ser engolido pelo fenômeno criado por Dan Brown, e até agora ainda não foi ver o filme, não vá. Quem esperou até agora, espera mais um pouco. Mas não deixe de ler o livro, este sim é Classe A! O best-seller escrito por Dan Brown (sim, eu sei, ele copiou as idéias de outras obras/pessoas), é prazeroso de se ler. Página a página você vai se envolvendo em uma perseguição sem fim pelas ruas de Paris, entremeada por revelações bombásticas que mudariam o curso da humanidade.
Confesso que pra mim, essa história de Cálice Sagrado, Maria Madalena e Priorato de Sião, não era nenhuma novidade. Já tinha lido a respeito no livro do Edson Aran, Conspirações – Tudo o que não Querem que Você Saiba, de 2003. Mas ainda assim, fiquei fascinado pelo livro de Dan Brown, que nos dá uma série de argumentos e referencias de deixar a gente de boca aberta.
Ao misturar elementos verídicos, fatos históricos misteriosos e deduções lógicas, fiquei tão envolvido durante a leitura que cheguei a acreditar que tudo aquilo era verdade, e que havia uma grande conspiração mundial para proteger o Sangreal. Também li revistas e assisti a documentários que desmentiam os eventos dessa história toda. Mas achei broxante demais! A verdade de Dan Brown é mais legal!
Não me canso de dizer que livro é livro, filme é filme, assim como quadrinhos e vídeo-games são todos diferentes, plataformas distintas, e não se pode comparar alhos com bugalhos. E não me venham com esse papo de que todo livro é melhor do que o filme porque não é não. Tenho vários exemplos pra citar e de filmes recentes.
Mas um blockbuster como esse, deveria ao menos ter alguma aventura, deixar o espectador grudado na poltrona (recomendo um filme do mesmo estilo, mas muito mais divertido A Lenda do Tesouro Perdido/ National Treasure, com Nicolas Cage e a lindíssima Diane Kruger).
Queria que, pelo menos, o filme reprisasse o prazer da boa leitura. Que nos fizesse lembrar a cada etapa, daquele detalhe saboroso que a história escondeu ao longo de dois mil anos.
Quem não leu pode até ter entendido o mote principal do filme. Mas a graça do livro não era essa. Não é o X do mapa, mas como ele o decifrou para chegar nesse X.
Sem falar nas modificações feitas na trama, algumas compreensíveis (como apenas um criptex), e outras extremamente discutíveis, como a biblioteca do final, a relação entre Sophie e Jacques Sauniere, mas a pior mesmo, tirada da cartola, foi o celular com google dentro do ônibus.
Não vejo problemas com o cabelo do Tom Hanks (tem tanta gente pior no mundo!). O resto do elenco também me pareceu perfeitamente escalado. Ótimas escolhas, todos corretos. Mesmo o filme não permitindo grandes saltos de interpretação, Paul Bettany dá um olhar perturbado ao albino Silas, bem bacana.
Mas quem disse que Ron Howard era um bom diretor? Pois é...


6 de jun. de 2006

Crianças Invisíveis


Se você gosta de filmes sensíveis, dramas com mensagem e conteúdo, fique de olho quando sair para alugar em DVD Crianças Invisíveis. Concebido com o apoio da UNICEF, na verdade, não é um filme como você está acostumado a ver, com começo, meio e fim. Mas uma série de sete curtas-metragens, cada um de uma nacionalidade, realizado por um diretor diferente, e todos com o mesmo tema em comum: crianças que são invisíveis aos olhos da sociedade. Seja na África, Japão ou mesmo Brasil.
É isso mesmo, tem até no Brasil, em São Paulo mais precisamente. Bilu e João, mostra um casal de garotos que vivem em uns barracos próximos à marginal Pinheiros, onde do outro lado do rio, estão alguns dos prédios comerciais mais luxuosos da capital paulista. É de lá que eles saem pela cidade para catar papelão, latinhas e tudo mais que possa dar algum dinheirinho no ferro velho.
Logo no começo, João é interceptado por uma turma de garotos envolvidos com o tráfico, todos com tênis nike, tentando induzir o garoto ao mau caminho. Pensei que a trama do curta ia ser mais pra esse lado Cidade de Deus, já que a diretora do segmento, Kátia Lund, foi quem co-dirigiu o longa que deu quatro indicações ao Oscar para o Brasil. Mas isso é deixado de lado, não há muito das tentações para desvirtuar o casal título da história. Em compensação, vemos uma historinha simpática, de crianças humildes e genuinamente brasileira, que desde pequenas aprendem a se virar nas ruas. Claro, que no caso do curta, sobrevivem em meio ao mundo cão da maior cidade do país. O resultado é simpático.
Mas há segmentos não tão bem sucedidos. O primeiro, Tanza, é salvo pelo final, tocante, de um garoto que preferiria trocar a metralhadora por um lápis e um caderno numa sala de aula. Rodado em Burkina Faso, na África, mostra jovens envolvidos nas constantes e intermináveis guerras civis. Nada fica muito claro, a não ser o final, bacana. Mas bem que o diretor argelino poderia ter deixado eles falando entre si em seus dialetos locais. Não precisaria nem de legenda. Mas esse inglês claudicante das crianças não ficou legal e tirou parte da naturalidade. O ‘gancho’ do garoto que não tira o tênis pra nada também poderia ter sido mais bem explorado.
O episódio italiano, Ciro, também é meia boca. Mostra que jovens trombadinhas existem até mesmo no dito 1º Mundo. Mas perde-se tempo num corre-corre desenfreado, onde o cachorro que o perseguia também é descartado de forma tola. Vale pela discussão entre adultos no meio da rua, de que o problema de crianças delinqüentes, como em qualquer outro lugar, é muito mais embaixo e complexo do que aparenta (aqui no caso, origina-se por pais violentos). E pelo final, num parquinho, que mostra que são delinqüentes sim, mas ainda crianças.
Mas o mais detestável foi o segmento inglês, Jonathan, dirigido por Ridley Scott e sua filha. David Thewlis (o Professor Lupin, de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) faz um fotógrafo atormentado pelas imagens que fez dos órfãos do Leste Europeu. O cara dá uma surtada, saí correndo no meio do mato, vira criança, e se junta a outros garotos, que presenciam a tristeza dos esquecidos de um pós-guerra. Tem a marca-registrada visual do diretor de Blade Runner, mas é uma chatice enorme, pretensiosa e decepcionante.
Tem um engraçadinho, que fica no meio termo, chamado Blue Gypsy. Dirigido pelo bósnio Emir Kusturica, mostra um garotinho preso numa espécie de Febem. Ele é de uma família de ciganos, todos picaretas, e que não tem vontade nenhuma de sair do reformatório. Afinal, lá dentro, ele estava protegido por guardas, colegas e o diretor da instituição. Lá fora não! Consegue divertir e passar a mensagem.
E os melhores eu deixei pro final, claro…. pra criar uma expectativa! ehehe
O meu preferido foi Jesus Children of America, do Spike Lee. Ele faz o que sabe fazer de melhor, contar uma história com grande crítica social, alfinetando todos que tiverem ao seu alcance. Muito bacana mesmo, dá um baita de um nó na garganta, ao ver uma menina, filha de pais aidéticos, ser zoada em pleno pátio da escola por todas as outras coleguinhas. Não bastasse todas as amigas com iPods, PSPs e bugigangas eletrônicas do tipo, ainda lhe jogam na cara que os pais são junkies, drogados e soro-positivos. Lee não esquece de cutucar Mr Bush (pai e filho), ao colocar o pai na situação de um ex-combatente da operação Tempestade no Deserto, na primeira invasão americana ao Iraque, na Guerra do Golfo. O curioso é que, ao mesmo tempo em que o problema é situado nas ruas do Brooklyn, não foge muito a nossa realidade. É um problema tão longe, e ao mesmo tempo tão próximo. Digo isso, porque aqui em Santos, litoral de SP, já foi durante muito tempo a cidade com maior numero de infectados com o HIV. Imagine quantas crianças devem existir por aqui em situação de invisibilidade semelhante ao que o filme propõe. Pra mim, foi o melhor.
E o último da coletânea, mas não menos importante, é o Song Song and Little Cat, dirigido por John Woo. São duas meninas de idade semelhante, uma rica, outra pobre. Uma cheia de bonecas lindas e caras (mas não está nem aí para elas), e a outra morando num cortiço, sem espaço para brincadeiras. A pobrinha foi abandonada embaixo de uma ponte, e criada por um homeless, catador de coisas. A outra riquinha sofre com a recém separação dos pais (ela é invisível para a mãe). A ligação entre elas é uma das bonecas, que a rica joga pela janela do carro, e o “avô”, como a outra o chama, encontra no meio da rua e lhe dá de presente. Até que um dia, esse velhinho sofre um acidente à la Central do Brasil, o que fará com que ambas garotas venham a se encontrar futuramente, por obra do acaso.
E é com esse belo curta de Hong Kong que Crianças Invisíveis acaba, deixando no espectador uma sensação melhor do que realmente foi a experiência, irregular, como natural do gênero episódico.

1 de jun. de 2006

Pela união de seus poderes...

Não, não sou o Capitão Planeta. Mas terei um blog mais bacaninha se contar com a ajuda dos amigos. Mandem e-mails, scraps no orkut, avisem pelo MSN, façam o boca a boca, que é a ferramenta mais eficiente.
Deixem comentários também, além de sugestões e até mesmo críticas a este aspirante à crítico! Sempre que possível, atenderei aos pedidos. Como por exemplo, o da leitora Ingrid Reis, que viu meu texto do 24 horas no site do Rubão e sugeriu para que escrevesse sobre o Lost. Já prometi para ela e outros amigos que escreverei. Muito em breve.
Ou ainda como a colega de MSN, Ivy Farias, que pediu um texto com curiosidades sobre a nova produção do homem de aço, Superman Returns. Esse já num prometo, mas é bem provável que faça também (ao menos, republicaria o texto sobre a morte de Christopher Reeve, que escrevi para minha falecida coluna no site da MTV).
É isso. Até!

31 de mai. de 2006

E Han Solo volta a atirar primeiro....



Assim como aposto que haverá um Matrix 4, sempre disse que era questão de tempo até George Lucas lançar em DVD a trilogia original clássica Star Wars, sem as modificações digitais das Special Editions. Só não esperava que fosse tão cedo. Pelos meus cálculos, ele lançaria no ano que vem, para aproveitar a data festiva dos 30 anos da saga.
Ou seja, cada vez mais Mr George Lucas mostra seu lado mercenário à la Boba Fett e prova, que no mundo do espetáculo, o que importa é mesmo ganhar dinheiro! Ainda mais quando se trata de um produto que arrasta uma legião de fanáticos, que já passa por mais de 3 ou 4 gerações.
Star Wars é um caça níquel, uma máquina de fazer dinheiro, portanto, porque o criador iria matar sua galinha dos ovos de ouro?
É aí que entram os novos DVDs, sem retoques ou firulas, todas inventadas por Lucas para um relançamento comemorativo nos cinemas em 1997, com a desculpa de que nos anos 70, a tecnologia não permitia fazer aquilo que ele imaginava. Bullshit. A verdade verdadeira é que as Special Editions foram feitas apenas por questões de direitos autorais, merchandisings e uma questão antiga, que envolvia a ex-esposa de Lucas, que o largou pouco antes de Retorno de Jedi, e que lucrava até então, com tudo feito sob a chancela do universo Guerra nas Estrelas.
Pois é meus amigos, pasmem, mas fomos feitos de bobos por causa de uma briguinha de marido e mulher! Claro que não é só isso, tem muito mais podreira por trás do Rancho Skywalker. Mas pra falar a real.... to nem aí com essa mixórdia toda.
Os contatos e boas fontes que a profissão me deu nesse pouco tempo, foram suficiente para acabar com a magia por trás da fantasia da Guerra nas Estrelas. Mas nem por isso, o tiro da minha lista dos melhores. A trilogia original de Star Wars continuará entre os meus favoritos.
Segundo release divulgado pela Lucasfilm e a Twentieth Century Fox, os três filmes da primeira trilogia sairão em DVD em edições duplas, trazendo em cada uma, a versão remasterizada (2004) e também a versão original. “Veja o título aparecer como Star Wars antes que fosse conhecido como Episódio IV; veja o ataque à Estrela da Morte com os efeitos da época; escute a música da Celebração dos Ewoks do jeito que você ouviu quando era criança; e sim, veja Han Solo atirando primeiro!”.
Os DVDs serão lançados em edição limitada, no período de 12 de setembro até o dia 31 de dezembro de 2006.

Esse post vai em homenagem ao aniversário do Jedi Zed, que saiu dos 24 no último domingo, 28/05. Aí Mongol… aproveita e compra a coleção completa pra me emprestar. Assim como tu sempre fez. Porque não estou a fim de gastar mais com titio George Lucas!

Foto: Apoio de DVD/Livro, em pré-venda nos EUA, mas que não tem relação com o lançamento da trilogia original em DVD. É apenas um item para fãs, muito bem bolado, retratando a polêmica cena da Cantina onde Han Solo atirava primeiro no Greedo. Peguei a idéia do Blog do Renato Silveira, que por sua vez, a recebeu do Pablo Villaça, ambos do Cinema em Cena.

BAT-shit-MAN ou Virado pra Lua




Eu sei, vou ser zoado, mas essa é uma história digna de um Bostolog (aliás, não teria esse nome à toa!).
Estávamos Julis e eu, voltando a pé para casa dela, desbravando as ruas escuras do Embaré, compostas de belas árvores frondosas renegadas às suas devidas podas, quando não mais que de repente, como muito comum em toda cidade de Santos, morcegos brincavam entre si dando rasantes por nossas cabeças.
Julis, ficou.... diria... ressabiada... quando fiz menção de assobiar para chamá-los para uma confraternização. Muito seguro de si, lancei: “Tu conhece alguém que já tomou uma morcegada na cara? O máximo que pode acontecer, é um morcego cagar na gente! Mesmo assim, tu conhece alguém que já foi cagado por um morcego?”.
O que ela disse nem preciso reproduzir aqui. O que importa é que menos de 15 passos à frente, a resposta veio do céu. Uma bela duma cagada, amarela e quentinha, bem no meu antebraço esquerdo.
Fala se num nasci cagado!?

27 de mai. de 2006

Digital Noise Reduction ???

Tentando incrementar esse bostolog, passei a madrugada procurando outros modelos de blog desta parada do blogger/blogspot. Encontrei um bem bacana, sobre Animação, feito por um estudante de Niagara Falls (clique aqui).
O cara tá injuriado com um tal “Digital Noise Reduction” que estão fazendo nos DVDs dos desenhos animados antigos. Pelo que eu entendi, é um tipo de remasterização das imagens, e isso traria a perda de certos detalhes e nuances da animação original. O cara pode até estar certo, e confesso que ainda não li o artigo inteiramente. Mas a principio, soou aos meus ouvidos aquela discussão saudosista dos defensores dos Discos de Vinil!
Na verdade, esse post é mais pra compartilhar com vcs, um clássico do Pernalonga que segundo o tal Thad Komorowski, é um dos mais engraçados de todos. Além disso, parece que foi daqui que um dos animadores se baseou para posteriormente fazer o lobo da Disney.
Nunca fui fã do Pernalonga, mas esse aqui é engraçadão. Muito humor nonsense, no melhor da pilantragem do personagem, se juntam a um Lobo Mau tapado e uma Chapeuzinho Vermelho gralha insuportável! Puta mina chata! Ahauahuahauhua
Confira!

26 de mai. de 2006

AT Revista

Para os amigos ingratos e miseráveis que não gastaram R$2,00 pra comprar a Tribuna de 02 de abril de 2006 e me ver no suplemento AT Revista!

Abaixo, a entrevista feita por Gustavo klein e foto de Marcelo Justo.



FELIPE E O CINEMA

Cursando o último ano de Jornalismo, o santista Felipe Goulart é um caso raro de alguém que, ainda na universidade, já sabe o que quer para o resto da vida profissional: ser crítico de cinema. Sonho bastante comum entre quem é fã da sétima arte, é verdade, mas ele tem um diferencial: já trabalha, há alguns anos, com o mais conhecido profissional da área no Brasil, Rubens Ewald Filho, e tem um programa que fala dos lançamentos nas telas e nos DVDs em um canal da região. Seu interesse pelo assunto surgiu na adolescência: “Tinha um amigo que sempre ia junto comigo ao cinema. Nós anotávamos todos os filmes a que assistíamos em um caderninho, com sinopse, nota, foto etc. A cada ano, tentávamos bater o recorde do ano anterior”. Felipe tem um gosto eclético, que vai de clássicos norte-americanos como Do Mundo Nada Se Leva (Frank Capra) até os desenhos da Disney, mas curte também filmes que fujam do esquemão hollywoodiano. “Temos que sair do ovo com bacon dos Estados Unidos, ver coisas diferentes. É a viagem de pobre: por R$ 3 você aluga um filme da Bulgária e, indiretamente, conhece um pouco da cultura de lá, vê como é o café da manhã e até que o Sucrilho que eles comem é verde”.Terminando Jornalismo, Felipe planeja uma pós-graduação... em cinema, claro.

25 de mai. de 2006

24 Horas - 5ª Temporada - Season Finale




Terminou nesta segunda (22/05), a quinta temporada da série 24 horas. De longe, a mais devastadora de todas. Logo no primeiro episódio morrem Michelle Dessler e o ex-presidente David Palmer. Tony Almeida fica seriamente ferido. Chloe O'Brian é perseguida e Jack Bauer ressurge das cinzas. Sem falar que no meio da temporada, a UCT será mortalmente atacada, a Segurança Nacional irá tirar a jurisdição da unidade, e o principal, o presidente norte-americano “parece” estar envolvido com os acontecimentos do dia.
Nas temporadas anteriores, a ameaça inicial nem sempre perdurava até os últimos capítulos, desviando a trama completamente daquilo que havia iniciado. A ponto de no final de 24 semanas você nem lembrar mais qual era. Mas neste quinto ano da série, os acontecimentos tiveram maior relação e caminharam com uma boa conexão do começo ao fim.
E o melhor de tudo é que o vigésimo quarto capítulo termina com um “gancho” excelente para a sexta temporada, que deixou qualquer fã desesperado para o início da próxima saga de Jack Bauer. Como dica, basta dizer que finalmente teremos um 24 horas com a tão falada ‘missão internacional’.
Foi também das temporadas, a que teve mais participações especiais de astros famosos. Os principais foram Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis no papel do agente Lynn McGill; e Peter Weller, o eterno Robocop, como Christopher Henderson, um ex-desafeto de Bauer na UCT que agora age com os terroristas. Do elenco anterior, retornam ainda William Devane como o secretário de Defesa Heller, e a gatíssima Elisha Cuthbert, reprisando seu papel como a filha de Jack, Kim Bauer. Outra que também continuou foi Kim Raver, que interpreta a filha do secretário e também namorada de Jack Bauer, Audrey Raines, agora foi efetivada na Unidade Contra-Terrorismo.
Segundo o site da Fox, por aqui, ainda faltam 12 episódios para o fim da série. Quem tiver paciência que aguarde! Eu já vi todos!


Nota: (4 de 5)

23 de mai. de 2006

Postagem Inicial + Superman

Finalmente aderi (ainda que tardiamente) ao maravilhoso mundo dos blogs. Ou como eu costumava chamar, Bostologs. Talvez ainda chame.... vamos ver....O fato é que nos primordios do blog, eles eram usados não profissionalmente, mas como diários virtuais. Com balelas do tipo "ele não gosta mais de mim... e agora, o que farei da minha vida!". Mas em uma das aulas das manhãs de sábado me fez deixar o "pré-conceito" de lado e observar com olhos jornalísticos. O primeiro, e que acompanho ainda hoje, foi o do Sérgio Dávila. Claro que muita coisa não concordo, mas é uma opinião que deve se levar em conta também. Fora que volta e meia ele se muda por uns tempos para a terra do Tio Bush e dá uma visão única de fatos e notas do showbiz....Enfim, cá estou e chamo os amigos pra mergulhar de cabeça nessa nova onda......Bjs e Abçs


Aproveitando essa postagem teste inicial, disponho o link do novo trailer (e espera-se definitivo) do novo filme do homem-de-aço, Superman Returns.Sensacional e emocionante como os anteriores (esse é o lado fã que está falando). Já minha porção jornalística diz que as cenas são basicamente as do anterior (claro que mais e melhores também foram acrescentadas), mas acho que a cena final, da “bala no olho”, deveria ter sido guardada para uma eventual surpresa do filme. Clique para o trailer.