O Código Da Vinci
Da série “Antes tarde do que nunca” – parte 1.
Ainda que em versão reduzida, aqui vai a minha crítica do Código da Vinci.
Confesso que pra mim, essa história de Cálice Sagrado, Maria Madalena e Priorato de Sião, não era nenhuma novidade. Já tinha lido a respeito no livro do Edson Aran, Conspirações – Tudo o que não Querem que Você Saiba, de 2003. Mas ainda assim, fiquei fascinado pelo livro de Dan Brown, que nos dá uma série de argumentos e referencias de deixar a gente de boca aberta.
Ao misturar elementos verídicos, fatos históricos misteriosos e deduções lógicas, fiquei tão envolvido durante a leitura que cheguei a acreditar que tudo aquilo era verdade, e que havia uma grande conspiração mundial para proteger o Sangreal. Também li revistas e assisti a documentários que desmentiam os eventos dessa história toda. Mas achei broxante demais! A verdade de Dan Brown é mais legal!
Não me canso de dizer que livro é livro, filme é filme, assim como quadrinhos e vídeo-games são todos diferentes, plataformas distintas, e não se pode comparar alhos com bugalhos. E não me venham com esse papo de que todo livro é melhor do que o filme porque não é não. Tenho vários exemplos pra citar e de filmes recentes.
Mas um blockbuster como esse, deveria ao menos ter alguma aventura, deixar o espectador grudado na poltrona (recomendo um filme do mesmo estilo, mas muito mais divertido A Lenda do Tesouro Perdido/ National Treasure, com Nicolas Cage e a lindíssima Diane Kruger).
Queria que, pelo menos, o filme reprisasse o prazer da boa leitura. Que nos fizesse lembrar a cada etapa, daquele detalhe saboroso que a história escondeu ao longo de dois mil anos.
Quem não leu pode até ter entendido o mote principal do filme. Mas a graça do livro não era essa. Não é o X do mapa, mas como ele o decifrou para chegar nesse X.
Sem falar nas modificações feitas na trama, algumas compreensíveis (como apenas um criptex), e outras extremamente discutíveis, como a biblioteca do final, a relação entre Sophie e Jacques Sauniere, mas a pior mesmo, tirada da cartola, foi o celular com google dentro do ônibus.
Não vejo problemas com o cabelo do Tom Hanks (tem tanta gente pior no mundo!). O resto do elenco também me pareceu perfeitamente escalado. Ótimas escolhas, todos corretos. Mesmo o filme não permitindo grandes saltos de interpretação, Paul Bettany dá um olhar perturbado ao albino Silas, bem bacana.
Mas quem disse que Ron Howard era um bom diretor? Pois é...
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