12 de jul de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix

A fórmula é padrão: Harry Potter sofre com a desconfiança dos colegas e leva a culpa por estranhos acontecimentos que sempre o envolvem, mas que não são culpa sua. O que muda de um filme pra outro, é o tamanho do problema, cada vez maior, já que seu inimigo mortal Lord Voldemort vai ganhando mais e mais força para um prometido confronto final.

Resumidamente, essa também é a história desse quinto episódio, Harry Potter e a Ordem da Fênix. Mas claro, que com uma série de sub-tramas que fazem a diferença de um capítulo para o outro. Como por exemplo, o primeiro beijo do bruxinho! O flerte corre solto entre Harry e Cho Chang, uma oriental que ele já estava de olho desde o filme/livro anterior.


Há um clima de 1984 (de George Orwell) em Hogwarts. Há um pôster imenso do Ministro da Magia, Cornélio Fudge, uma nova e repressora professora para Defesa Contra as Artes das Trevas, Dolores Umbridge, que apesar do aparente bom humor, de engraçadinha não tem nada. E uma série de novos regulamentos e quadros pregados nas paredes, quase como Atos Institucionais que podam as asinhas de todos os alunos e até professores.

Acontece que Voldemort, reunindo forças, está armando um grupo para derrubar Alvo Dumbledore, e para isso usa o Ministro Cornélio e joga o jornal Profeta Diário contra Harry, Sirius Black e o próprio Dumbledore.

Confuso? Muitos nomes? Não se lembra de como terminou o último filme? Pois é... realmente faz um pouco de falta uma recapitulação, mas com os pesadelos que Harry tem ao longo do filme, dá pra relembrar que um dos garotos, Cedrico, foi morto por Voldemort no labirinto, a última prova de O Cálice de Fogo.

Esse é o enredo principal de A Ordem da Fênix. Potter é assombrado com a desconfiança de todos sobre a morte desse garoto, já que ninguém viu o assassinato e não querem acreditar no retorno à forma humana de Voldemort.
Devido a essa conspiração, Harry, Rony e Hermione decidem treinar os colegas, secretamente, com magias de ataque e auto-defesa que não estão sendo ensinadas em sala de aula, se preparando para a rebelião contra um iminente ataque das forças do mau.

Entre todos os cinco filmes já feitos, este talvez seja o que deixa com mais vontade de ler o livro. Dá para entender perfeitamente a história, as pontas são bem amarradas e a adaptação, como sempre, é eficiente. Porém para quem se interessa e quiser sanar algumas dúvidas, só mesmo mergulhando nas páginas do livro, onde obviamente há todo o tempo do mundo para explicar cada detalhe. Só assim para entender quem realmente é o duende rabugento de Sirius Black ou ainda a personagem criminosa de Helena Bonham Carter.

O filme sofre aquele inevitável problema de ser o meio de uma longa história, deixando o final aberto para ser resolvido nos dois filmes que ainda restam.

Mas isso não chega a ser um defeito. Tem um elenco de adultos coadjuvantes excelentes, com grandes estrelas do cinema fazendo professores e vilões. Harry Potter e a Ordem da Fênix traz bons valores como a amizade entre os colegas e mais do que nunca, instiga a vontade da garotada ler os livros de J.K. Rowling. O que é extremamente louvável, conseguir com que as crianças e adolescentes deixem de lado o Playstation e o computador, para acompanhar a odisséia de um bruxinho que vai crescendo junto com o leitor, a cada livro, ao longo dos anos.

Como filme, é bem divertido e se revela um ótimo programa para as férias de julho. Mais sombrio que os anteriores, não decepciona os fãs da série.

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