16 de set. de 2006

Ellen DeGeneres no Oscar 2007

da France Presse, em Los Angeles
copiado da Folha Online

A próxima entrega dos prêmios do Oscar, no dia 25 de fevereiro de 2007, será apresentada pela humorista da TV americana Ellen DeGeneres, informa um comunicado da Academia americana assinado pela produtora do evento, Laura Ziskin.
A atriz de 48 anos, que nasceu numa família de ascendência francesa na Louisiana (sul), é a apresentadora do popular programa "The Ellen DeGeneres Show", exibido todas as tardes no canal NBC. DeGeneres substituirá o apresentador do Oscar 2006, Jon Stewart, popular nos Estados Unidos, mas praticamente desconhecido no exterior.
O programa "The Ellen DeGeneres Show" ganhou 15 Emmy Awards, prêmios da TV americana equivalentes ao Oscar. Artista de music-hall, atriz e escritora, DeGeneres surpreendeu a opinião pública americana ao anunciar publicamente sua homossexualidade em 1997 no programa de Oprah Winfrey.

1 de set. de 2006

Não basta adicionar, tem que avisar!

Adicionei entre meus links favoritos, o blog Championship Vinyl.

Escrito por um amigo que escreve sobre o pseudônimo (ou alter-ego) de Rob Gordon, o blog Championship Vinyl é deveras divertido. Abusando de seu humor afiado (não, não disse viado. Disse afiado!), ele se define com a seguinte frase: "Desde os 14 anos penso com meus instintos. E cheguei à conclusão que meus instintos não tem cérebro". A única regra do blog é terminar cada post com lista dos 5 +, assim como no filme que o inspira, Alta Fidelidade.

Só pra sacar qual é a do blog.... recomendo o post Geli-Limão?


Seria melhor ter ido ver o filme do Pelé!

A partir de agora.... todo filme bomba que eu assistir (e escrever aqui), de final irá essa frase clássica do episódio do Chaves no cinema: Seria melhor ter ido ver o filme do Pelé!

PS. Não tem absolutamente nada a ver com o documentário Pelé Eterno
(que eu, como santista, gosto muito, diga-se de passagem). É apenas uma bricandeira/referência ao episódio do Chaves.


22 de ago. de 2006

Gramado 2006

Veja abaixo a lista completa com os vencedores do o 34º Festival de Gramado – Cinema Brasileiro e Latino.

CURTA 35mm


PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – Curta 35mm
NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, de Virginia Jorge

MELHOR ROTEIRO – Curta 35mm
VIRGINIA JORGE, de No Princípio Era o Verbo

MELHOR ATRIZ – Curta 35mm
CAROLINE ABRAS

MELHOR ATOR – Curta 35mm
PAULO VESPÚCIO, por Fúria

PRÊMIO CANAL BRASIL
MANUAL PARA ATROPELAR CACHORRO, de Rafael Primo e O PRINCIPIO ERA O VERBO, de Virginia Jorge

MELHOR FILME - JURI POPULAR – Curta 35mm

MANUAL PARA ATROPELAR CACHORRO, de Rafael Primo

MELHOR DIRETOR
ESMIR FILHO, de Alguma Coisa Assim

MELHOR FILME
ALGUMA COISA ASSIM, de Esmir Filho


PRÊMIO DA CRÍTICA

MELHOR CURTA NACIONAL 35MM
MANUAL PARA ATROPELAR CACHORRO, de Rafael Primo

MELHOR LONGA LATINO
EL VIOLIN, de Francisco Vargas Quevedo

MELHOR LONGA BRASILEIRO
PRO DIA NASCER FELIZ, de João Jardim

LONGA METRAGEM LATINO
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
MEZCAL, de Ignácio Ortiz Cruz

MELHOR ROTEIRO
FRANCISCO VARGAS QUEVEDO, por El Violin

MELHOR ATRIZ
MARIA ONETTO, EVA BIANCO, MARA SANTUCHO E MARÍA PESACK, de Cuatro Mujeres Descalzas

MELHOR FILME/JÚRI POPULAR
EL VIOLIN, de Francisco Vargas Quevedo

MELHOR ATOR – LONGA LATINO
Don Angel Tavira, por Mezcal

MELHOR DIRETOR – LONGA LATINO
IGNÁCIO ORTIZ CRUZ

MELHOR FILME – LONGA LATINO
EL VIOLIN, de Francisco Vargas Quevedo

LONGA METRAGEM BRASILEIRO
PRÊMIO ESPECIAL DO JUÚRI – LONGA BRASILEIRO
PRO DIA NASCER FELIZ, de João Jardim

MELHOR MÚSICA – LONGA BRASILEIRO
DADO VILLA-LOBOS, pelo Pro Dia Nascer Feliz

MELHOR MONTAGEM
LÉO ALVES, FELIPE LACERDA E RUDI LAGEMANN, de Pro Dia Nascer Feliz

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
OSWALDO EDUARDO LIOI, de Sonhos e Desejos

MELHOR ATOR COADJUVANTE
OTÁVIO AUGUSTO, por Anjos do Sol

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
MARY SHEILA, por Anjos do Sol

MELHOR FOTOGRAFIA
ALOYSIO RAULINO, por Serras da Desordem

MELHOR ROTEIRO
RUDI LAGEMANN, por Anjos do Sol

MELHOR ATRIZ
MEL LISBOA, de Sonhos e Desejos

MELHOR FILME PELO JÚRI POPULAR
PRO DIA NASCER FELIZ, de João Jardim

MELHOR ATOR
ANTÔNIO CALLONI, por Anjos do Sol

MELHOR DIRETOR
ANDREA TONACCI, por Serras da Desordem

MELHOR FILME
ANJOS DO SOL, de Rudi Lagemann e SERRAS DA DESORDEM, de Andrea Tonacci

13 Homens e um Final


O diretor Steven Soderbergh revelou que este será o último da série, que será mais divertido e menos confuso, e contará com Al Pacino como um super vilão. Oba!

Ps. pra quem não entendeu do que eu to falando, é do terceiro capítulo de Onze homens e um Segredo, que aidna não tem título em português, mas em inglês será Ocean's Thirteen.

19 de ago. de 2006

Homer Simpson vem aí

Aos poucos, vão se revelando detalhes sobre o filme. O que disseram até agora é que o filme realmente terá piadas mais pesadas, com palavrões etc. Ao que tudo indica, a sinopse também será essa que anda circulando por aí: Homer Simpson faz uma cagada na usina nuclear e causa um grande acidente, o que deixará toda a água da cidade poluída. Homer é demitido e os moradores de Springfield começam a conspirar contra toda a família Simpson. Sendo assim, Homer parte em busca de uma solução.

O filme, que deverá estrear em 27 de julho de 2007 (nos EUA), já teve trechos em animatic exibidos na San Diego Comic Con, e que você pode conferir abaixo. E esse pedacinho de nada já me deixou ainda mais ansioso para conferir a estréia dos Simpsons nas telonas.


E aqui você confere o outro clip liberado pelos produtores.

11 de ago. de 2006

Embarque nesse Carrossel...

Essa eu vi no Terra. Lembram da novela mexicana Carrossel, que embalou a infância de boa parte da geração oitentista?? Então... aí tinha a loirinha rica (ou metida a rica), a Maria Joaquina, que era a paixão do negrinho Cirilo. Pois bem, é essa mesmo na foto. A atriz Ludwika Paleta está agora com 28 anos, já é casada e mãe de um garoto de 6 anos! Nascida na Polônia mas criada no México, Ludwika (Maria Joaquina) posou nua para a revista H, na edição de maio. Pois é... a notícia ao que parece é velha, mas como só foi descoberta agora... pra mim soa como nova! Eehehhe. E além do mais..... pouco importa também! Vale apenas como curiosidade.

A Lula e a Baleia

O título faz referência a uma cena em exposição no Museu de História Natural de Nova York, onde justamente uma Baleia e uma Lula gigante travam uma grande luta – no caso aqui, é uma alegoria entre a disputa de pai e mãe entre si e pelos filhos.
E é disso
que o filme trata, um casal em crise nos anos 80 que logo se separa e decide ter a custódia dos filhos em conjunto, os dividindo por certos dias da semana. Além de a mulher ter uns casos extraconjugais (o que descobrimos depois), o que mais incomoda o ex-marido é o fato dele estar em decadência profissional (é escritor e não consegue mais ter livros publicados) e ver sua mulher crescer naquilo que ele mesmo a apresentou – ela também é autora.
No meio de toda essa batalha, estão os dois filhos homens, um pré-adolescente e o outro adolescente. Ambos passando por fase de descobertas sexuais. O mais novo é mais ligado à mãe, enquanto o mais velho tem preferência pelo pai.
Um desses garotos seria o próprio diretor do filme, Noah Baumbach (que é casado com a atriz Jennifer Jason Leigh), já que o roteiro é autobiográfico.
E foi exatamente esse roteiro que despertou a atenção a essa produção independente, que lhe deu alguns prêmios importantes, além de outras indicações, incluindo ao Oscar de Roteiro Original. Filmado em 23 dias, originalmente seria Bill Murray quem estrelaria a fita, mas felizmente ele nos poupou dessa e resolveu dar um break após Flores Partidas.
Laura Linney, que faz a mãe, aceitou o projeto logo de cara, quatro anos antes. Ela é linda e uma excelente atriz, que talvez ainda não tenha tido uma boa oportunidade que lhe dê o devido reconhecimento.
Também gostei bastante da performance de Jeff Daniels, extremamente barbudo. Anna Paquin (de O Piano e X-Men) refaz o tipo Lolita. Mas me contorci ao ver William Baldwin, como o professor de tênis, que mais parece um fugitivo de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos!
Curiosamente, o filho mais velho, justamente o que tem problemas de relacionamento com a mãe, começa a namorar uma garota que tem o mesmo tipo físico dela. Tem algo de freudiano nisso, não sei se inconscientemente na vida real (já que o filme se trata de uma autobiografia) ou planejado para o filme, como uma espécie de mensagem subliminar.
O fato é que o filme vai se encaminhando bem, me deixou curioso pra ver aonde ia chegar. Quando, para minha surpresa, ele acaba mais do que bruscamente, sem chegar a lugar algum. Deixei os créditos finais passarem, até terminar, tentando entender e fechar o ciclo que o filme deixou aberto, para ao menos chegar a alguma conclusão.
Só que a idéia é essa mesma, do tipo.... “assim é a vida”, ou seja, as coisas não se solucionam como num filme e a vida continua.
A Lula e a Baleia deve tocar mais a quem já viveu situações do tipo, quem se identifica com a questão de pais separados. Porque para as outras pessoas, o filme tem boas chances de passar batido.

10 de ago. de 2006

Zuzu Angel

É curioso como que, para certos filmes, poucas palavras bastam. Zuzu Angel é um desses casos. O filme é ruim? Não exatamente. Mas também não chega a lugar nenhum. Aliás, até chega. Apenas para quem não conhece a história da estilista de origem mineira, que se radicou no Rio de Janeiro, fez sucesso internacional nos anos 60/70, e teve sérios problemas com a Ditadura.
Mas o filme não causa revolta, indignação, tristeza, emoção, nada. É apenas um relato da vida e dos percalços que enfrentou a estilista, após ter um filho capturado, torturado e morto em pleno Regime Militar. Talvez um documentário fosse mais eficiente. Ou mesmo um Linha Direta especial (programa exibido às quintas, na Globo).

Gravação do Curta “Anne”


No último fim de semana fui acompanhar as gravações do curta que a amiga Vanessa Medeiros está dirigindo, Anne. As cenas foram no Cemitério da Areia Branca, em Santos. Curioso que, na hora do gravando, onde todos se compenetravam para fazer silêncio absoluto e cara de choro, ouve-se do lado de fora, num alto-falante: “Olá Dona de Casa.... vai Pamonha Caseira, vai Cural caseiro, e o delicioso.... Sorvete de Milho Verde.... É uma delícia!”. Ahauahuahau.
Se um dia esse curta for parar no youtube ou portacurtas, eu disponibilizo aqui o link.

Ps. Eu estou de calça jeans, à esquerda do cortejo!

3 de ago. de 2006

O Retorno de Marlon Brando

Tem muita gente que não faz idéia de quem era aquele velho que aparece nos cristais da Fortaleza da Solidão (a casa do Super-homem). Mas se você ficou boquiaberto com a aparição do grande Marlon Brando no novo Superman, veja no youtube como a Rhythm & Hues fez os efeitos especiais de Jor El. O que para qualquer cinéfilo é fascinante, se pensarmos que a partir de agora pode-se "ressuscitar" quase que qualquer astro já falecido (assim como já havia sido feito em Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).

22 de jul. de 2006

IMDb Reformulado!

Para quem não conhece, o IMDb (Internet Movie Database) é a bíblia dos cinéfilos. Há alguns anos, já se tornou uma ferramenta praticamente indispensável. Difícil haver um único dia que não precise acessá-lo para alguma consulta. E ao longo dos anos, o site tem ficado cada vez mais confiável e completo. É impressionante, você pode procurar o que for lá que encontra. Inclusive brasileiros. Até mesmo o Rubão tem carreira lá (faça um teste e procure por Rubens Ewald Filho), juro que não fui eu quem mandei as informações. Aliás, nem ele sabe como o site conseguiu tudo aquilo!
Mas o motivo desse post é que desde ontem, o IMDb tem passado por uma reformulação visual que, ao que tudo indica, ficará ainda mais funcional. Agora, além de uma pequena galeria de fotos na página principal de cada filme, há mini fotos na frente de cada um do elenco. Fantástico! Cada vez melhor!
Como é que os cinéfilos sobreviviam antes do IMDb!??! Sorte a nossa! Santa Internet!

14 de jul. de 2006

Superman – O Retorno


Sim, ele voltou! E isso é a melhor coisa do filme! Saber que Superman está de volta. Não sei se vocês pensaram isso, mas quando Cristopher Reeve morreu, senti que tinha acabado a esperança de ver o homem-de-aço novamente nas telonas. Meio idiota isso, pq ele já estava incapaz há quase 10 anos. Mas o cara tinha tanta garra, transmitia uma vontade de vencer, que quase que acreditávamos que um dia ele conseguiria. Enfim, assim é a vida.
O mundo deu voltas e a Warner resolveu ressuscitar a franquia. Se bem que a Warner nunca foi “dona” dos filmes Superman. Mas essa é uma outra longa história que fica para outro dia.
Estiveram envolvidos em projetos durante as últimas décadas, nomes como Tim Burton (direção), Kevin Smith (roteiro) e Nicolas Cage (ufa, olha do que nos livramos!). Houve um outro roteiro de J. J. Abrams (o criador de Lost) que seria dirigido por McG (As Panteras) e depois passou para as mãos de Brett Rattner (X-Men III – O Confronto Final). Robert Rodriguez e Michael Bay foram sondados e recusaram o projeto. Acabou ficando nas mãos do diretor de X-Men 1 e 2, Bryan Singer.

Superman – O Retorno funciona como uma homenagem, um tributo feito por um fã (Bryan Singer) ao super-herói, ao mito, à série, ao ícone. Isso fica claro desde o primeiro minuto de projeção, com letreiros voando pelo espaço iguais ao primeiro filme, de 1978. Também é no início que vemos um take de Krypton, a mesma cena utilizada no Superman - O Filme. A trilha reutiliza os temas clássicos compostos por John Willians, rearranjados por John Ottman. Há participações especiais de Jack Larson e Noel Neill, que foram respectivamente o fotógrafo Jimmy Olsen e Lois Lane na série de TV dos anos 50. E claro, a principal pontinha e mais notável é a do já falecido Marlon Brando, que fez no cinema Jor-El, o pai kryptoniano de Clark Kent. Fizeram mais ou menos o mesmo esquema de Capitão Sky E o Mundo de Amanhã, onde “ressuscitaram” Sir Laurence Olivier usando imagens de arquivo, e alterando digitalmente suas falas e movimentos labiais. Um trabalho sem dúvida notável.
Mas há basicamente duas coisas que me incomodam bastante nesse filme. A primeira delas é a songa-monga da Lois Lane que arranjaram. Kate Bosworth pode ser uma gracinha, mas não é a indicada para o papel, que é de uma mulher enérgica, orgulhosa, de queixo erguido e que não assume suas fraquezas. Margot Kidder, nos primeiros filmes da franquia fez corretamente (ainda que não fosse das mais belas). Até mesmo Teri Hatcher, que foi minha musa nos tempos da série de TV Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman estava dentro do espírito da personagem. Mas Kate Bosworth, francamente, derruba aquilo que podia ser uma história de amor (ou mesmo um triângulo amoroso). Não há a menor química com Brandon Routh, ao ponto de ficarmos com pena dele. Dá vontade de gritar pra tela: “Ei Super, larga dessa idiota e procura outra! Tu pode conseguir qualquer mulher do mundo!”.
Opa, já ia me esquecendo de falar de Brandon Routh! Quem é esse? Até então um ator desconhecido. Agora não mais! Brandon é o próprio, Clark Kent/ Superman. Conseguiram achar um cara, no interiorzão dos Estados Unidos que realmente parece muito com o eterno Christopher Reeve. Apesar de o filme não lhe permitir maiores vôos interpretativos, ao menos como presença em tela ele manda bem como super-herói.

Agora voltando, ao outro ponto (que não gostei do filme), e esse sim fundamental, é o roteiro fraco. Não adianta, não se faz um bom filme com uma má história. O roteiro é a base de tudo. E realmente, nesse aspecto, Superman – O Retorno fica devendo. Acho de muito mau gosto um artifício extremamente clichê que usaram e que é a grande surpresa do filme (nossa.... o q será??? Não vou falar, mas é óbvio!), que fica claro que haverá continuações.
Se por um lado elucida de forma bacana as possíveis dúvidas em relação ao herói (seus poderes de visão de raio X, super audição, se ele ajuda as pessoas em outros países etc), por outro lado falta uma ameaça maior ao Homem de Aço. Lex Luthor, seu arqui-inimigo, interpretado aqui por Kevin Spacey, já teve diferentes versões de caráter ao longo dos anos. A mais bem sucedida, é a do master-mind, do criminoso de mente brilhante que elabora planos mirabolantes para vencê-lo. Neste filme, restou um plano meia-boca, que qualquer outro super-herói poderia dar conta do recado (Pink e o Cérebro podiam armar algo melhor!).
Luthor vai à Fortaleza da Solidão, o lar oficial de Superman, e rouba aqueles cristaizinhos mágicos, com a idéia de construir um novo continente, da mesma forma que um desses cristais construiu a Fortaleza. A diferença é que ele coloca kryptonita no meio disso tudo.
A história se passa após o segundo filme, aquele de 1980. Portanto, esqueçam os fracos 3 e 4 que tiveram depois. Aqui, Superman viaja em busca de suas origens no planeta natal Krypton mas retorna, depois de um bom tempo procurando por vestígios. Em sua volta à Terra, além de cuidar da humanidade, o homem de aço tenta reconquistar o coração de Lois Lane, que nesse ínterim ganhou um prêmio Pulitzer por seu artigo publicado no Planeta Diário, entitulado “Porque o Mundo não Precisa de Superman”.
Lois agora está casada (com James Marsden, numa participação dispensável) e tem um filho, de 5 anos. Hum.... bom, deixa pra lá!
A primeira aparição pública de Superman depois de sua volta é em grande estilo. Aliás, é a melhor seqüência de ação do filme, quando um avião descontrolado cai em direção a um estádio de beisebol, lotado. Realmente impressionante. Os efeitos são ótimos, eficientes, mas nada muito diferente do que vimos em Matrix Revolutions, por exemplo.
Depois, o filme arrasta-se numa narrativa com pouca ação, que exige certa paciência para quem não for fã do herói.
Mas veja bem, o filme não é ruim. Dá para assistir e se divertir, sem problemas. O que eu reclamo, é que poderia ser melhor. Beeeeem melhor!
No meu quadro na VTV, o filme ganhou um saco grande de pipocas. Aqui, que posso justificar melhor, adoraria dar 5 estrelas como cotação. Mas o máximo que posso dar são .

Homem de Aço, Coração de Ouro

Atendendo a pedidos da leitora Ivy Farias, republico parte de um texto que fiz na ocasião da morte de Christopher Reeve, para uma coluna que tinha no site da MTV.

E lá se foi o último filho de Krypton. Morreu no domingo (10/10/2004), aos 52 anos, Christopher Reeve.
O ator norte-americano ficou mundialmente famoso interpretando Kal-El, ou seja Clark Kent, melhor dizendo, o Superman, meu super-herói preferido das histórias em quadrinhos (e do cinema também).
Reeve, que também fez sucesso no Brasil com o romance cult Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980), tinha feito uma participação afetiva no seriado Smallville.
Como Super-Homem foram quatro filmes, sendo que os dois primeiros foram rodados quase que simultaneamente. A produção foi conturbada porque o diretor Richard Donner (Os Gonnies e da série Máquina Mortífera) foi dispensado depois de ter rodado grande parte de Superman II (e o filme foi remontado a sua revelia).
O projeto que inicialmente era de uma fita independente, foi absorvido depois pela Warner. Mas só ganhou credibilidade quando Marlon Brando foi contratado para fazer o papel de Jor-El, pai do Superman, ganhando 3 milhões de dólares para aparecer apenas 07 min e meio!! (na época, uma quantia exorbitante).
Lançado em 1978, Superman – O Filme era tecnicamente extraordinário. Christopher Reeve até então não era muito conhecido, mas foi a escolha perfeita. O filme praticamente acertou em tudo, no vilão Gene ‘Lex Luthor’ Hackman, no prólogo, até na ótima trilha musical clássica de John Williams.
Ganhador do Oscar de Efeitos Visuais, o filme conseguiu convencer no mais difícil: o vôo do super-herói. Só não gosto muito da Lois Lane Margot Kidder, ela é feia e anos depois, na vida real, ficou meio louca. Mas na época talvez fosse mesmo a mais capaz (vide os testes de cena na edição em DVD).
Dois anos depois, veio a continuação Superman II – A Aventura Continua, particularmente o meu favorito. Aliás, a briga do herói com os três bandidos de Krypton é demais. Levando em consideração as limitações de 20 anos atrás, não deve em nada para muito filme atual. Quando o filme reprisa na TV, os efeitos ficam meio datados, mas com o tratamento digital do DVD, eles ainda permanecem muito bons.
Por questões econômicas (e problemas contratuais), Marlon Brando ficou de fora e suas falas foram para Susannah York, a mãe de Superman. O diretor Donner também foi afastado (injustamente) e a fita teve o corte final de Richard Lester (famoso pelos filmes com os Beatles, como A Hard Day’s Night).
Em 1983 surgiu Superman III, o mais esquisito e menos conhecido da série. Muita gente nunca viu e nem sabe que existe! Parece que na época Christopher Reeve já estava de saco cheio do personagem e queria tentar novas oportunidades como ator.
Nele, Clark Kent encontra sua paixão da adolescência Lana Lang (que é interpretada pela bela e jovem ruiva Annette O’Toole, que hoje faz a mãe de Clark no seriado Smallville!). Lois Lane praticamente não participa da história. Surge também um vilão gênio da informática, feito pelo comediante Richard Pryor.
É engraçado como o filme ficou datado, com os super-computadores da época, que tinha tantas funções quanto um PenseBem (ahuahauh, lembram daquele brinquedo da TecToy?! Era classe A!).
Enfim, curioso também por trazer uma Kryptonita sintética que divide a personalidade do herói. Ele se transforma num mulherengo, com problemas com a bebida e com barba por fazer, provocando uma batalha entre o bom Clark e o mau Superman! Ele luta com ele mesmo num ferro-velho! Tanto que originalmente o filme iria se chamar Superman vs. Superman.
A série terminaria em 1987, ainda com Reeve como o Homem de Aço, em Superman IV – Em Busca da Paz. Considerado pela crítica o mais fraco deles, mas para mim tem um toque especial, já que foi o único que vi no cinema, com então seis anos de idade. Esse foi produzido pela Cannon (e não pelos Salkind, por isso ainda não saiu em DVD no Brasil), com a direção de Sidney J. Furie.

Diretor do uruguaio Whisky se suicida

Cineastas latino-americanos, cuidado! Depois do argentino (vide post abaixo), agora foi a vez de um uruguaio bater as botas. Só para deixar registrado, não achei muita graça no humor negro de Whisky. Aliás, achei muuuito pouca graça. Mas é questão de gosto. E o filme é bacana sim, independente de ter ou não achado engraçado.

Da Folha Online: O cineasta uruguaio Juan Pablo Rebella, co-diretor, ao lado de Pablo Stoll, do premiado filme Whisky, morreu quarta-feira (06/07) em Montevidéu, aos 32 anos. Segundo a imprensa uruguaia, ele cometeu suicídio durante a madrugada.

Jornais do país informam ainda que não se sabem outros detalhes da morte, mas nesta quinta-feira foram convocadas a prestar depoimento as pessoas que encontraram o corpo.

Rebella nasceu em 1974, estudou Comunicação Social na Universidad Católica e pouco depois começou a trabalhar com Pablo Stoll, com quem dirigiu 25 Watts e Whisky, considerados pelos críticos como dois dos melhores filmes do cinema uruguaio.